| FOGOS FLORESTAIS (área em actualização) |
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| A propagação de um incêndio depende das condições
meteorológicas (direcção e intensidade do vento,
humidade relativa do ar, temperatura), do grau de secura
e do tipo do coberto vegetal, orografia do
terreno, acessibilidades ao local do incêndio, prazos de
intervenção (tempo entre o alerta e a primeira
intervenção no ataque ao fogo), etc... Um incêndio pode propagar-se pela superfície do terreno, pelas copas das árvores e através da manta morta. Os incêndios de grandes proporções são normalmente avistados a vários quilómetros, devido aos seus fumos negros e densos. |
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| Causas | |||
| As causas dos incêndios florestais são das mais variadas. Têm, na sua grande maioria, origem humana, quer por negligência e acidente (queimadas, queima de lixos, lançamento de foguetes, cigarros mal apagados, linhas eléctricas), quer intencionalmente. Os incêndios de causas naturais correspondem a uma pequena percentagem do número total de ocorrências. | |||
| Condições Meteorológicas | |||
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| Tipo do Coberto Vegetal | |||
| A floresta portuguesa é constituída por
pinheiro bravo e outras espécies, originárias ou não
do nosso território: sobreiros e azinheiras, eucalipto e
carvalhos. O pinheiro bravo tornou-se a espécie dominante no território continental português neste século. Reúne as condições ideais para proporcionar o desenvolvimento de grandes incêndios, principalmente por se associar a vegetação arbustiva de grande combustibilidade. É em zonas com grandes áreas contínuas de Pinheiro Bravo que se verificam maiores extensões de área ardida. O eucalipto é uma espécie bastante combustível. Por se encontrar, geralmente em povoamentos onde as extracções de matos são frequentes, não possui grande taxa de destruição pelos incêndios. Os sobreiros e as azinheiras, essenciais constituintes dos sistemas agroflorestais alentejanos, são árvores resistentes ao fogo. A cortiça do sobreiro funciona até como auto defesa da planta às altas temperaturas. |
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| Os Incêndios Florestais em Portugal Continental | |||
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| O ORDENAMENTO E A GESTÃO | |||
| Factores de sucesso no combate ao fogo: Nos projectos sujeitos a aprovação dos serviços oficiais, são particularmente consideradas e impostas por lei:
É
igualmente obrigatório manter, na floresta, caminhos e
valetas limpos de matos ou de produtos de exploração
florestal. |
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| Danos | |||
| A floresta tem sido ao longo dos últimos
anos alvo de danos significativos quer em termos de
áreas ardidas quer em destruição de espécies
singulares. Embora difícil de quantificar, as emissões de gases e partículas libertadas durante um incêndio, podem ser responsáveis por alguns impactos ambientais. Uma área devastada por um incêndio florestal, quando sujeita a chuvas intensas, pode tornar-se mais susceptível e originar mais facilmente, outro tipo de riscos tais como deslizamentos e cheias. Com a destruição da camada superficial vegetativa os solos ficam mais vulneráveis a fenómenos de erosão e transporte provocados pelas águas pluviais, reduzindo também a sua permeabilidade. Para além da destruição da floresta os incêndios podem ser responsáveis por:
Com o crescimento das áreas residenciais na direcção da floresta, os seus habitantes ficam sujeitos a um risco acrescido a este tipo de fenómenos. A ameaça dos incêndios florestais para pessoas que habitem em áreas florestais ou nas suas imediações, ou que utilizem estes espaços para fins recreativos é real. Um pré planeamento e o conhecimento de medidas preventivas pode diminuir os danos. |
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| A PREVENÇÃO | |||
0 seu contributo para proteger a floresta do
fogo baseia-se na adopção de algumas Acções
Preventivas, medidas de simples bom senso, sempre que
haja risco de incêndio e sobretudo durante a época de
fogos.
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